Sobre errar

borrac[1]Não entendo essa minha estranha capacidade de falhar. Minha porcentagem de acertos nunca será equivalente aos erros, e isso numa conta rápida porque sou de Humanas e não sei calcular.

Mas o fato é que mesmo não sabendo calcular, tenho certeza que meu quarto deveria estar cheio de medalhas e não está. Não está porque não dão medalhas pra erros, embora seria o mais justo. A gente não aprende nada na vida sem errar, não chega a lugar nenhum sem uma queda aqui, uma decepção ali, um joelho ralado ou um dedo mindinho doendo.
Não existe conquista sem aprendizado. E não existe aprendizado sem erros.
E você vai dizer: “isso é óbvio, até clichê”, mas aponta quando alguém falha. O clichê é ignorado para que possamos criticar, e então o que importa não é mais o aprendizado que o erro trará como consequência, mas meu dedo apontando para meu ego, insistindo em dizer que sou melhor que aquele que errou.
Bendita lei que beneficia os espertos, e diz que o mundo é dos tais. O ser humano que cai e levanta não tem mérito nenhum, suas lições de vida não serão úteis, recomeçar é para os fracos. Os espertos passam por cima, e é desses que o povo gosta, porque esses não erram.
Eu, além de não saber calcular, também não sou esperta. Sou de carne e osso, por isso erro muito. E vou continuar errando, porque é pra isso que estou viva, respirando, perambulando por ai. Tentando ser alguém na vida, com histórias pra contar e lições pra ensinar. Tudo isso, com minha estranha capacidade em falhar.
— Jayane Condulo.
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