Evangelho Duvidoso

Falsos_Profetas

O início do século XXI trouxe inúmeras mudanças para o meio evangélico, provocando um redirecionamento da fé. Resultado de um processo lento e avassalador que teve o seu início na década de 1980 (ou até antes), a moral, dentre outras coisas, entrou em declínio.

O que nos levou a essa decadência? A questão é robusta, quase imperial, não podendo ser apresentada como algo específico. Tais alterações, são resultados de muitas interferências antropocêntricas, realizadas  por homens poderosos que tornaram-se SECULARIZADOS, modificando o discurso da exposição de um Evangelho que muda vidas, para vidas que tomaram a decisão de mudar o Evangelho.

Expoentes como: Cesar Castellanos, Kenneth Hagin e Benny Hinn transformaram suas experiências mirabolantes em “doutrinas”, rompendo com a nossa Ortodoxia Histórica Eclesiástica e fermentando o evangelicalismo com heresias. Adeptos de suas convicções, alguns brasileiros crédulos (pastores e pastoras liberais), tendo cúmplices fervorosos como: Renê Terranova, Valnice Milhomens, Casal Estevam e Sônia Hernandez, Bispo Rodovalho, e outros da moda como: Agenor Duque, Valdomiro Santiago, e o Herege Mor da IURD, Edir Macedo, que já vem milhando tal bandeira, acolheram e enxertaram em nossa Teologia Tupiniquim, o conteúdo doutrinário advindo desses e tantos outros hereges, começando a disseminar em seus púlpitos as falácias de seus propalados “profetas”.

As consequências, já podíamos imaginar, foi e continua sendo devastadora.

O Tradicionalismo, que é visto como conservador e ultrapassado, foi e está sendo destronado para dar lugar às “experiências particulares” de alguns oráculos do mundo moderno cristão. O Conservadorismo foi rejeitado, pois esses novos valores adquiridos com tantas experiências extra bíblicas e antibíblicas, encontraram guarida no coração do povão, caindo na graça de uma multidão não compromissada com a causa maior do Evangelho: a renúncia, a abnegação.

O Credo Apostólico foi ignorado, a Sã Doutrina foi subvertida para dar lugar a uma “versão gospel” dos sistemas mundanos absorvidos pela Igreja. Trata-se de algo trágico, algo que jamais deveria ter acontecido, mas que convém se evidenciar para confirmar a apostasia interna existente, final profetizado de maneira absoluta pelas Escrituras Sagradas.

A Igreja Evangélica Contemporânea está vivendo uma situação tão exdrúxula, que o testemunho pessoal já não mais importa, já não tem nenhum valor e critério. Desenvolver uma conduta irrepreensível, ilibada, devota e sacrificial é tido como algo obsoleto, uma postura de gente ultrapassaram antiquada e quadrada. O “cristão” do mundo pós-moderno, gosta de fazer o que o incrédulo faz: adere aos modismos e à sensualidade visual, é aproveitador e estafador (um dos males da cultura brasileira), age por egoísmo e interesse, não se preocupa com uma vida interior devotada a Deus, mas com o embelezamento artificial exterior, veste-se sem pudor, tem a língua afiada para proferir torpezas, piadas sujas ou para exigir direitos.

A liturgia, ah, o que fizeram com a nossa liturgia outrora congregacional? A liturgia moderna, “sacraliza” danças coreográficas e sensuais dentro da igreja e até mesmo Pastores “humoristas” lotam igrejas e casas com espetáculos, trocando sua “pregação descolada” pela fortuna gerada na bilheteria, pois o que eles receberam de graça, de graça eles não dão.

O crente pós-moderno, não é mais um adorador – ele agora é artista gospel, levita. Encontros de louvor são coisas de ultrapassados, agora a onda é ver crentes pularem, gritarem e entrarem em êxtase.

O cristão  pós-moderno profetiza, exige, reivindica para si as benesses desta terra,  mas não aceita cumprir os deveres espirituais, as exigências morais e sociais da fé cristã – os quais são a única forma de diferenciar um cristão de um ímpio, interna e externamente.

O final dessa exposição, deixarei para uma próxima mensagem.

Deus abençoe vocês.

— Pr. Boaventura Montheiro.


12072686_956048101121104_697883374525833169_nBoaventura Montheiro é pastor na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, em São Miguel Paulista. Atuou 11 anos como missionário no Chile, espalhando o evangelho e trabalhando com ações sociais. Apesar de tradicionalista, não segue nem acredita nesse novo movimento gospel, que prega a teologia da prosperidade e um cristianismo de facilidades. Crê num evangelho de renúncias, e diz aos filhos que ainda verão o pai morto por pregar o cristianismo puro e simples.

Para conhecer mais, clique aqui.

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