A que ponto chegamos

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Chegamos ao limite.

Nada mais tem valor ao nosso redor, a não ser o próprio dinheiro, é claro. Valores e princípios são deixados de escanteio para dar lugar a novas jogadas, ou novos preços.

Falando em escanteio, por exemplo, vamos começar pelo futebol. Tão criticado por ser “esporte de rico” em seu início, cantando vitória por ter chegado às periferias e se tornado a paixão comum do brasileiro, hoje é alvo de negócios. Esporte de rico novamente? Talvez. Ninguém mais joga por “amor a camisa”, menos ainda por amor ao time. Um jogador não é mais só um jogador, é negócio e vale muito.

Saindo um pouco do campo, vamos a outro lugar. Qualquer outro, desde que usemos o Waze. O que falar desse aplicativo de mobilidade gratuito? Ops, só que não. Até suas informações viram negócio. Afinal, como você acha que o Waze sabe exatamente quantas lanchonetes estarão na sua rota? Sim, seus dados são vendidos e não finja que está surpreso.

Bom, que tal mudarmos de assunto? Vamos falar de algo que alivie a alma, te tranquiliza, traga paz, etc. Sim, a Igreja. Seja lá qual for a sua, você deve frequentar alguma, ou pelo menos se dizer membro de tal religião. É pra lá que você vai quando as coisas estão mal, não é? Isso te ajuda a desestressar e esquecer desse mundo tão corrupto que te cerca. Pena que recentemente você assistiu a um filme chamado Spotlight, que traz uma grande denúncia sobre pedofilia na Igreja Católica. E agora você fica imaginando se todo padre, pastor ou qualquer outro líder também está no meio de podridões desconhecidas.

Negócios.

Já que até nossa fé está comprometida, que tal investir no profissional? Ah, desculpe, você também não pode escolher a carreira dos sonhos porque não dá dinheiro. Precisa optar por um caminho que tenha futuro, por mais chato e irritante que seja. Ou, se tiver a sorte de trabalhar num lugar que gosta (ou pelo menos tolera), também vai ter que se submeter. Há corrupção dentro da empresa e não tem como fugir, por mais que ame o que faz, vai ter que fazer o que não ama: negócios.

A que ponto chegamos? Ao cifrão, eu diria.

Jayane Condulo.

 

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