Democracia das bananas

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Um brinde à política mais sem noção de todos os tempos, ao jornalismo mais anti-ético e à população mais “dona da verdade”. O cenário brasileiro é, no mínimo, hilário.

Nos últimos dias, me limitei apenas a observar tudo e todos ao meu redor, ouvir atentamente o rádio, focar no que a televisão dizia. Nisto, descobri coisas que achava humanamente impossíveis de acontecer.

Dentro de uma semana, presenciamos uma montanha russa em nosso país. Pra começar, Eduardo Cunha foi afastado de seu cargo como presidente da Câmara.Depois, seu substituto Waldir Maranhão decidiu que entraria para a história, cancelando o processo de impeachment. Antes que tal ato completasse 24 horas, o presidente interino da Câmara informou à imprensa que era tudo uma brincadeira, ele só queria ser lembrado mesmo.

Enquanto isso, a grande mídia fazia seu papel de imparcialidade (só que não), criticando, reprovando e acusando Maranhão por “tamanho erro cometido”. Eu mesma escutei o jornalista dizer no rádio a sua expectativa: “espero Waldir Maranhão não volte a tomar atitudes inconsequentes como essa, e que o processo de impeachment continue tramitando, para que os gringos não vejam nosso país como uma República das Bananas”.

Então, tivemos a votação no Senado, onde Fernando Collor discursou a favor do impeachment (?). Não sei você, mas por mais que eu discorde de todas as atitudes da nossa querida presidenta, ouvir um ex-presidente como Collor discursar me pareceu inadmissível. Vale lembrar que o mesmo só é “ex” porque sofreu um impeachment em seu mandato. Uma pessoa dessas, na minha humilde opinião, não tem moral se quer ocupar o posto que ele ocupa hoje.

Como se não bastasse tamanha hipocrisia e palhaçada, um dos maiores jornais de circulação nacional publicou a seguinte matéria: “Dilma olha pela janela durante votação do impeachment no Senado”. Hãn? Jornalismo de seriedade e relevância, a gente vê por aqui!

Entenda, não estamos discutindo aqui se Dilma deveria sair ou ficar. Este texto não é de uma pessoa de direita ou de esquerda. Este texto é de uma pessoa desorientada, sem saber para onde ir ou qual lado seria o norte.Este texto vem de alguém que se sente como um cachorro procurando o rabo: girando, tonto, sem sair do lugar.

Jayane Condulo.

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